quarta-feira, 21 de novembro de 2012

The Who!


Neste último post sobre os mods,  apresento-lhes a lendária banda THE WHO
Formada em Londres em 1964, a banda, junto aos Beatles, Stones, Animals e Kinks,  faz  parte da primeira leva de artistas britânicos a fazer sucesso nos Estados Unidos. Que banda fenomenal: Roger Daltrey (vocal), Pete Towhshend (guitarra, vocal), John Entwistle (baixo, vocal) e Keith Moon (drums, vocal)  eram mais uma banda inglesa do início dos anos 1960, e estavam pronto para o que desse e viesse.



Tiveram um início confuso: uma banda sem identidade definida sendo influenciada por empresários mais velhos e oportunistas, e que após muita conversa, acabaram por se situar em meio aos mods.
Pete, principal compositor da banda, era o cronista dos mods; insegurança, insatisfação, solidão, fúria, arrogância e abandono; tópicos condensados em faixas pop de três minutos.






No palco, eles arrasavam. Quebravam tudo, quero dizer!


Atitudes como essa custaram caro à banda; no vermelho após tanta destruição, livraram-se da bancarrota graças ao sucesso da ópera rock Tommy, lançada em 1968  consagrando  o conjunto.


Tommy é um marco no rock and roll. Não foi a primeira ópera rock a ser escrita (os ingleses do Pretty Things já haviam lançado o ótimo SF Sorrow.


Mas foi a primeira comercialmente bem sucedida. Além disso, ampliou bem a temática textual das canções, distanciando-se do trivial existencialismo adolescente mod, porém sem nunca abandoná-lo de fato.  Tommy teve influência direta em The Wall, clássico do Pink Floyd.
No final dos anos 60 consolidaram sua reputação de melhor banda ao vivo, com o lançamento de seu álbum Live at Leeds e a participação em grandes festivais, como Woodstock e Isle of Wight:







A banda no ápice:





Who's Next, lançado em 1971, contém o trabalho que definiu a estética da banda; no love songs. O que aparece de maneira brilhante no disco é a  resistência, o ceticismo, a desconfiança de quem nos governa e a desilusão pessoal.




Interessante notar que a banda, embora barulhenta e frenética nos palcos ao redor do mundo,  possuia um material bastante  reflexivo e carregado de energia espiritual; Quadrophenia, outra opera rock lançada em 1973, cristaliza essa idéia.


Baseada em suas memórias de infância, Pete narra as desventuras de Jimmy, um jovem mod envolto em seus ideais e os conflitos verídicos ocorridos entre mods e rockers no início dos anos 1960.
Assim como Tommy, Quadrophenia também rendeu um filme  anos após seu lançamento:


O filme foi taxado por Pete como "violento demais", mas aí já era tarde; a conexão com os punks já estava estabelecida.
É preciso frisar que o Who, diferente de seus contemporâneos, abordou o rock and roll de modo mais frenético (seriam as anfetaminas?) e utilizou-se de uma estética suja e vigorosa desde o início de sua carreira.
De acordo com o historiador e musicólogo norte-americano Paul Friedlander em seu livro Rock and roll: Uma história Social, a banda, junto aos Beatles, Stones e Bob Dylan, capitaneou as transformações no rock and roll, adaptando o modelo original (Chuck Berry, Elvis Presley, Little Richard) à sua maneira e influenciando de modo incisivo todo o curso da música popular do século XX.
Eles eram sujos e pesados em uma época que poucous eram assim, e também eram introspectivos e líricos.  E foi exatamente essa improvável junção que os colocaram na vanguarda da música pop do século XX, garantindo à banda o status de pioneiros legítimos.
Muitos beberam na fonte do Who. Eles influenciaram milhares de bandas, deram gás ao hard rock, ao heavy metal, aos punks, ao Britpop renascido nos anos 1990. E é comum andar em Porto Alegre durante o verão e flagrar meninos usando ternos mods... mas isso é outra história.
Muita água já rolou: eles perderam Keith Moon em 1977 e John Entwistle em 2002 (juntos faziam o verdadeiro drum n' bass!!!), se separaram e se reuniram milhares de vezes, mas nunca desapareceram...
Chega! Às vezes, sons e imagens valem por mil palavras.
Fiquem com a apresentação da banda em 2011 em Nova York, após a queda das torres gêmeas. Ideologias à parte, apreciem o momento:





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